O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 5, que está em curso no Brasil um processo de aumento dos investimentos privados, sobretudo na área de infraestrutura. Esse é um campo que, segundo ele, pode trazer novas parcerias ao País. A declaração foi dada durante a conferência anual do Milken Institute Global Conference, em Los Angeles.
“Os ministros da área de infraestrutura estão num voo de cruzeiro em torno das licitações. O Brasil aperfeiçoou muito essa legislação e vai continuar aperfeiçoando a sua legislação de concessões e parcerias público-privadas. Então, eu acredito que é um campo enorme de parcerias que podem ser estabelecidas. E, repito, isso já está acontecendo”, disse o ministro, ao reiterar que há ainda um projeto de reindustrialização em vigor no País.
Haddad repetiu que sua ida aos Estados Unidos visa uma maior aproximação para investimentos em data centers, uma das frentes trabalhadas pelo governo. “A visita aqui tem o intuito de chamar a atenção de um setor que, na nossa visão, pode aproveitar muito mais as oportunidades que estão sendo oferecidas pelo País”, disse.
Papel do Brasil no G20 deve ajudar COP30
O ministro afirmou acreditar que o trabalho feito pela presidência brasileira no G20 durante o ano passado vai ajudar nos processos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) neste ano, que acontecerá no Brasil. “Nós aproveitamos o fato de que nós presidiríamos a COP no ano seguinte para começar tratativas com os mesmos players para que nós tivéssemos um êxito maior na COP30, que é decisiva para o futuro do que entendemos por desenvolvimento sustentável”, citou Haddad em painel da conferência anual do Milken Institute, em Los Angeles, destacando ainda o País terá condições de colocar para a comunidade internacional uma agenda mais ambiciosa na causa ambiental.
Questionado também sobre a evolução do bloco dos Brics, Haddad mencionou as recentes adesões e a importância do grupo em “forçar o multilateralismo”.
“O mundo, até pouco tempo atrás, 20 anos atrás, estávamos muito habituados a pensar G7, G8, G7 com três convidados, com quatro convidados. Agora que você abre um pouco mais e reconhece que tem novos atores no cenário global, que tem um destaque muito grande, você começa a mudar um pouco a ordem das coisas”, mencionou Haddad.
Ele destacou que os países do Brics representam hoje dois terços da população mundial, o que faz do bloco um grupo que pode efetivamente fazer com que as propostas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deslanchem.
“Que novas encomendas sejam feitas de reformas institucionais, reformas de organismos multilaterais. Isso tudo vai ficando mais fácil num ambiente um pouco mais plural. Então, eu penso que os Brics dialogam com essa agenda de ampliar um pouco o debate para facilitar as reformas institucionais necessárias”, afirmou Haddad.
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Fonte: InfoMoney