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Doom Agora em Fones de Ouvido: Inovação que Quebra Limites

5 de fevereiro de 2026 - 19:07

Desbravando Novos Limites: Doom em Fones de Ouvido

Recentemente, o programador Arin Sarkisan conseguiu uma façanha impressionante ao adaptar o icônico jogo Doom para rodar em fones de ouvido sem tela, especificamente os PineBuds Pro. Essa inovação não apenas destaca a versatilidade do software livre, mas também reafirma a capacidade de entusiastas de tecnologia de desafiar as limitações de dispositivos convencionais.

Desde sua criação nos anos 1990, Doom se tornou um símbolo de criatividade técnica, sendo executado em uma variedade de dispositivos inusitados, como calculadoras e até mesmo em testes de gravidez. Essa nova adaptação em fones de ouvido sem capacidade gráfica nativa representa mais um capítulo na história do jogo, que continua a inspirar desenvolvedores e hackers a explorar suas fronteiras.

Por que Doom roda até em fones de ouvido?

O projeto, informalmente chamado de Doombuds, foi realizado exclusivamente nos PineBuds Pro, que se destacam por seu firmware open source e um kit de desenvolvimento mantido pela comunidade. Essa abertura técnica permitiu que Sarkisan explorasse soluções que não seriam viáveis em fones convencionais, contornando a ausência de uma tela.

Em vez de tentar exibir gráficos diretamente nos fones, o jogo é executado no hardware dos dispositivos, com os dados visuais sendo enviados para um servidor web. Essa abordagem inovadora demonstra a flexibilidade do software livre e a capacidade de rodar Doom em plataformas improváveis, mesmo diante das limitações de processamento.

Como funciona a adaptação técnica?

Para viabilizar essa adaptação, Sarkisan desenvolveu uma interface em JavaScript que se comunica com os PineBuds Pro através de contatos UART, permitindo a transmissão de dados em nível baixo. O sistema transmite um fluxo de vídeo altamente comprimido no formato MJPEG para um servidor web, utilizando uma ponte serial. Com uma taxa de transferência de cerca de 2,4 MB por segundo, o experimento consegue gerar entre 22 e 27 quadros por segundo.

Embora o processador dos fones tenha uma capacidade limitada, conseguindo rodar Doom a aproximadamente 18 quadros por segundo, a transmissão de dados não é o gargalo. O resultado, embora não jogável nos moldes tradicionais, cumpre o objetivo central do projeto: demonstrar que Doom pode ser executado em praticamente qualquer dispositivo que ofereça acesso ao hardware.

Explorando Novas Fronteiras da Tecnologia

A realização de Sarkisan não apenas reafirma a cultura hacker em torno de Doom, mas também ilustra como projetos de código aberto podem levar a usos inesperados e inovadores. Essa adaptação em fones de ouvido sem tela expande os limites do que um dispositivo pode fazer, desafiando a percepção convencional sobre suas funcionalidades.

Além disso, o experimento serve como um lembrete do potencial criativo que reside na interseção entre tecnologia e software livre. À medida que mais desenvolvedores exploram essas possibilidades, é provável que vejamos ainda mais inovações que desafiam as normas estabelecidas, provando que a criatividade não conhece limites.

Fonte(s): Programador faz Doom rodar até em fones de ouvido, Doom – Cronologia, Software Open Source, Hardware, JavaScript.

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