Edson Bindilatti e a Rumo à Sexta Olimpíada de Inverno
O baiano Edson Bindilatti, de 46 anos, garantiu sua presença na sexta Olimpíada de Inverno ao conquistar o quarto lugar na Copa América de bobsled, realizada em Lake Placid, nos Estados Unidos. Comandando o trenó brasileiro no formato “4-man”, Bindilatti e sua equipe ficaram atrás apenas da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Canadá, que levaram as medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente.
Este desempenho não apenas assegurou a classificação para Bindilatti, mas também rendeu ao quarteto brasileiro a medalha de bronze no Campeonato Pan-Americano, que considera apenas os resultados das equipes do continente. O time, que incluiu os paulistas André Luiz da Silva e Edson Martins, além do catarinense Tauler Zatti, subiu uma posição em relação à Copa América, demonstrando uma evolução significativa.
Resultados e Conquistas Recentes
No dia anterior, Bindilatti e Tauler Zatti já haviam conquistado a medalha de prata na prova de “2-man” da Copa América, superados apenas pela equipe da Jamaica. Este resultado também garantiu o segundo lugar no Campeonato Pan-Americano, reforçando a competitividade do bobsled brasileiro no cenário internacional.
Com os resultados do fim de semana, o Brasil assegurou a classificação de pelo menos um trenó para as Olimpíadas de Inverno de 2026, que ocorrerão nas cidades italianas de Milão e Cortina. A equipe completa será anunciada em 19 de janeiro, mas a presença de Bindilatti já é um marco importante para o esporte no país.
Um Legado no Bobsled Brasileiro
Edson Bindilatti, que começou sua carreira no atletismo e passou pelo decatlo, ingressou no bobsled em 2000. Desde então, participou de seis Olimpíadas de Inverno, com sua estreia em 2002, em Salt Lake City. Em 2025, ele levou o trenó brasileiro ao 13º lugar no Campeonato Mundial, o melhor desempenho do país na história da modalidade.
Os Jogos de Milão e Cortina serão os últimos de Bindilatti como piloto, marcando o fim de uma era para o bobsled brasileiro. O Brasil ainda busca classificar um segundo trenó para as Olimpíadas, liderado pelo jovem paulista Gustavo Ferreira, que também competiu na Copa América, onde sua equipe terminou em sexto lugar.
O Futuro do Bobsled Brasileiro
O desempenho recente de Bindilatti e sua equipe não apenas destaca o crescimento do bobsled no Brasil, mas também levanta questões sobre o futuro do esporte no país. A possibilidade de classificar um segundo trenó para as Olimpíadas é um sinal positivo, mas a continuidade do investimento e do suporte a atletas emergentes será crucial para manter essa trajetória de sucesso.
Com a próxima etapa da Copa Europa em Innsbruck, na Áustria, se aproximando, a expectativa é que tanto a equipe de Bindilatti quanto a de Gustavo Ferreira continuem a mostrar resultados competitivos, solidificando a presença do Brasil no cenário internacional do bobsled.
Fonte(s): Agência Brasil
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