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Madero retoma expansão e aposta em lojas híbridas para turbinar rentabilidade

Após uma parada estratégia para conter sua dívida, o Madero está retomando seu plano de expansão neste ano. O plano é abrir entre 15 e 20 restaurantes em 2025, apontam o CFO Ariel Szwarc em entrevista exclusiva à EXAME.  

No primeiro trimestre, já foram duas aberturas: um Madero Steak House, em São Paulo, e um Híbrido Madero & Jeronimo, em Curitiba.

“Estamos retomando a expansão da companhia que tínhamos parado para recompor o caixa. Somos muito cautelosos com o nível de endividamento”, destaca o executivo.  

A principal da companhia para o crescimento, no entanto, é a operação de restaurantes híbridos, que envolvem tanto as marcas Madero, de casual dining, ou tíquete mais alto, quanto Jerônimo, de fast casual, com um tíquete menor. 

Com uma estrutura otimizada, o espaço é divido por uma parede e inclui as fachadas Madero e Jeronimo, mas o gerente geral, a cozinha e o armazenamento são os mesmos para os dois estabelecimentos. 

“Adotamos esse modelo para a unidade da Oscar Freire e vimos o faturamento aumentar em 35% em comparação com o modelo antigo. Pretendemos expandir essa fórmula para várias das nossas 277 unidades”, conta o CEO, Junior Durski. 

Depois da pandemia, a empresa já vinha mudando o mix de algumas unidades de acordo com o perfil socioeconômico dos consumidores de cada região. Nessa mudança ,11 lojas passaram de Madero para Jeronimo – ou vice-versa.  

A estratégia já vem rendendo resultados. No primeiro trimestre, a rede registrou um aumento de 6,1% nas vendas mesmas lojas, uma desaceleração em relação aos 9,2% do mesmo período do ano passado.  

Mas a margem EBITDA avançou 4,3 pontos percentuais, para 31,9% no mesmo período.  

O Madero encerrou o período com lucro líquido de R$ 53,2 milhões, um avanço expressivo em relação aos R$ 2,8 milhões do primeiro trimestre de 2024.  

Tirando os benefícios do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), lançado pelo governo na pandemia, o lucro foi menor, de R$ 25,4 milhões – ainda assim, um aumento de mais de 800% na comparação anual.  

O programa se encerrou em 31 de março e, portanto, não deve trazer receitas adicionais a partir de agora. Ainda assim, o CFO está confiante num aumento de 10% nas receitas, impulsionado pelo aumento da rentabilidade e pela expansão das unidades. 

O endividamento, que chegou a bater mais de uma relação de mais de 3,5 vezes o EBITDA em 2021 na pandemia, voltou a patamar bastante controlado, de 1,19 vezes. 

A dívida líquida teve um pequeno aumento, de 7,6%, mas dessa vez por um efeito positivo: a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio, de pouco mais de R$ 220 milhões no período.

Em meio à retomada da geração de caixa, a tendência é que o indicador retome a redução nos próximos trimestres. 

“O nível de endividamento é extremamente controlado. Estimamos que até o final do ano vai estar em um patamar semelhante do que terminou em 2024”, afirmou Szwarc. 

Com um mercado de capitais ainda pouco afeito a novos entrantes na Bolsa, o IPO já aventado pela companhia não deve sair do papel tão cedo 

 “Nós continuamos trabalhando como se não formos ter IPO no futuro, focados na operação da companhia”, diz o CFO.  

A empresa, no entanto, já está com a casa preparada para uma estreia na Bolsa.  

“Caso se tenha uma janela de precificação que os acionistas considerem adequada, podemos fazer o IPO de forma rápida, mas não está no horizonte”. 

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